terça-feira, 23 de agosto de 2011

Rídiculo!

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Mas ninguém tem a coragem de escrever que esta 'investida' contra os árbitros por parte do Sporting, mais não visa que lançar uma núvem de fumo sobre a triste realidade que é o futebol que a sua equipa pratica?

Pior, não só fingem que não percebem, como não têm qualquer prurido em mentir, fugir à verdade, serem sérios.

Ainda agora ouvi na tv que o árbitro João Ferreira anunciou a sua indisponibilidade para dirigir o Beira Mar-Sporting ANTES do comunicado, sem sentido - e nisto muitos têm sido os escribas de serviço que concordam - ter sido divulgado.

É falso!
Aceito, porque pertenço ao meio, mas não admito enquanto simples cidadão e leitor, que a concorrência tenha ficado 'ofendida' mas A VERDADE É QUE (pois é! todos têm excelentes 'fontes', mas, de vez em quando, uns têm-nas melhores que os outros) o Record on-line publicou o que Godinho Lopes iria dizer, antes deste o fazer. E, não acredito que João Ferreira não tenha mais nada que fazer do que passar as tardes a saltitar de edição on-line em edição on-line! Alguém do jornal o contactou e lho deu a conhecer. E ele reagiu...

Nesta história toda, NINGUÉM consegui ainda ouvir uma palavra a João Ferreira. Contudo, se LESSEM - não passar os olhos, mas ler - o que eu li, evitavam estas cenas tristes. Reconheço que, em caso de inquérito, não seja fácil ao João Ferreira 'denunciar' - nem é o caso, EXAGERO MEU, pois se foi confrontado com uma notícia (mesmo que esta ainda não tivesse sido tornada pública), ficou dela conhecedor e quem o contactou não tinha sequer motivo para pedir para ele ficar calado.

Isto para DIZER COM TODAS AS LETRAS que João Ferreira já sabia o que o 'artista' dos alugueres dos paquetes para alojar turistas durante a Expo iria dizer alguns minutos depois.

E reagiu como qualquer Homem, com H grande o faria!

O ónus de toda esta trapalhada terá, assim, de ser atribuído à CS.
Primeiro, àqueles que aproveitaram as declarações de João Ferreira antes de terem tido acesso ao - e, repito, tudo o que li até agora conflui numa opinião unânime - 'apalhaçado' comunicado dos leões que, inclusivé, no seu 'Plano para a Reoranização da Arbitrgem' atropelaram três dúzias de artigos consagrados no Internacional Board, isto é, mal comparado, o presidente - ...volto atrás, porque é que Godinho Lopes, presidente de um clube de futebol, apareceu numa Conferência de Imprensa, não rodeado por dois dos seus pares, mas por dois... advogados?. Só isto dava para encher duas a três páginas de jornal, mas toda a gente ficou queda e muda!

Voltemos então ao meu raciocínio...
... mal comparado, tivemos um presidente de Junta de Freguesia protagonizando um fantasioso momento em que apresentava como solução para as três ruas da sua aldeola... medidas CLARAMENTE IMPOSSÍVEIS DE APLICAR PORQUE INCONSTITICIONAIS!

A semana passada, ou na outra anterior, um dos semanários - peço imensa desculpa, mas eu leio jornais e, para os ler, compro-os, e porque os compro quase todos e os leio de enfiada, ainda agora que estou confinada a quatro paredes sem poder sair de casa, não queiram que saiba onde li... - mas numa das revistas, ou do SOL ou do EXPRESSO vinha uma larga entrevista com o Professor Doutor Alfredo Barroso o, ou um dos maiores especialistas em transplantes hepáticos do Mundo (que temos a felecidade de ser português) afirmou que, cito de memória com estreita margem para me enganar, «não seria Ministro por 12 horas, não tenho feitio para isso».
Obrigado Doutor...

Mas como presidente da AG do Sporting já não receia morder a língua e atira, inconscientemente e vaso de razão, que João Ferreira «devia ser irradiado».
Porquê?

E se eu dissesse que JAMAIS QUERERIA SER OPERADO pelo dr. Barroso (até porque sou benfiquista!)
Como entenderia ele isso?
Mau 'profissionalismo' meu, enquanto doente até porque assumido ainda mesmo antes da operação (e os cirurgiões serão dos poucos profissionais em cuja profissão, quando algo corre mal, a vitima não se queixa)?

O João Ferreira, que não é "o" João Ferreira....
... desculpem novo desvio, o tipo que gamou o Estado, e por isso foi a tribunal, é tratado por... engenheiro Godinho Lopes...

... retomo, o João Ferreira é Tenente-Coronel das Forças Armadas deste país!
Ostenta uma das mais altas patentes militares que temos no Exército e não lhe fica nada mal, antes pelo contrário, mostrar que tem Carácter.
Ainda por cima quando a sua honorabilidade é posta em causa por quem tem cadastro judicial. Era o que mais faltava!
Eu, no lugar dele tinha mandado uma patrulha da Polícia Militar arrestar o Godinho dos cruzeiros.

É uma maneira de sabermos estar.
O eleito (com muitas, muitas reservas em relação aos resultados, falou-se em urnas meio cheias com votos nele, ainda mesmo de o acto eleitoral ter sido dado como aberto - uma vez mais, a CS passou por isso como raposa por vinha vindimada) presidente do Sporting não pode, não podia, nem que fosse a Nossa Senhora de Fátima, lançar suspeitas sobre o trabalho de um homem, que não pode ser um homem qualquer senão não ostentava uma alta patente do Exército português e FOI ELE QUEM ESPOLETOU tudo isto.

Ora, tanto quanto sei, embora, à boa maneira portuguesa isso tenha sido aprovado há três meses para... vigorar apenas a partir do início da próxima temporada, ao abrigo dessa resolução, o 'mister cruzeiros-para-servirem-de-hotel' na Expo deveria ser exemplarmente punido.
Azar dele ser do Sporting, porque eu também tenho consciência de que se tivesse sido o 'papa' Pinto da Costa e, depois, para não agitar muito as águas, o presidente do Benfica, aí iria ser mais difícil aplicar uma pena exemplar.

E não façam essa cara de estúpidos porque TODOS SABEM que eu tenho razão.

Agora punir o João Ferreira?
Conhecem aquele ditado que diz... a casamento e baptizado não vás sem ser convidado?
Foi, afinal de contas, o que ele fez. Não confiavam nele, pediu escusa.

Como sempre, exagero na dimensão dos textos - saudades, talvez, de escrever a sério - mas vou terminar de forma a que não esqueçam o esencial da coisa.

Preocupe-se o presidente do Sporting com a triste figura que a sua equipa está a fazer e páre de atirar foguetes para o ar a ver se nos distrai.

sábado, 20 de agosto de 2011

Exclusivo Mundial...

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Ao fim de alguns avanços e recuos, mais estes que aqueles, está resolvido o problema de quem vai arbitrar o Beira Mar- Sporting de amanhã.

Assim, e não deixando morrer a tradição que há anos vinga ali para os lados do Campo Grande, após a recusa, tanto dos árbitros da Liga como dos da federação em apitar este jogo entre duas equipas candadatas à manutenção, no Edifício Visconde de Alvalade fez-se aquilo a que já todos estamos habitados...
... avançou-se para a cooptação.
Nem Mais!

Assim, amanhã no Municipal Mário Duarte, em Aveiro, a equipa de arbitragem será a seguinte: Ricardo Sá Pinto, coadjuvado por Marco Caneira e Nuno Maniche;
o 4.ª árbitro será o cirurgião Eduardo Barroso;
e o observador de serviço o insuspeito Dias Ferreira.

Mas nem tudo são boas notícias.
O homem que fretou três paquetes para alojar visitantes da Expo'96, os encheu mas apresentou contas negativas (porque se esqueceu de mandar imprimir um livro de facturas e, assim, torneou o fisco) mantém-se firme naquilo que afirmou, e recordo: «Não Vamos Aceitar a Incompetência!»

Ora, aceitando-se que se redimiu e perdeu aquele tique de enganar a Administração Fiscal - e ainda 'lavar' uns dinheirinos para os quais seria difícial encontrar explicação de onde teria aparecido - daqui até ao próximo dia 31, ainda faltam 11 dias e Domingos, Patrício, Polga... e por aí abaixo até ao inacreditável Hélder Postiga... estarão livres.
«Não vamos aceitar a incompetência», não pode ter outra leitura.

Pelo menos para quem viu os jogos do Sporten (saudações, Sousa Contra), tenham eles sido os da pré-temporada, com o Olhanense ou com aquele grupo de bons rapazes, entre cortadores de carne, jardineiros e trolhas, que formam a equipa dinamarquesa sobre a qual, li hoje, seria 10 vezes mais fácil de marcar, pelo menos, um golo, do que pronumciar o seu nome... há alguma dúvida de que falta competência à equipa?

E quem se atreve a duvidar que o engenheiro dos Navios da Expo não é homem para cumprir a palavra?

... ah!, já todos estão habituados a isso? - hei!!!, porque não me avisaram??? - então não sei...

Mas a novidade está dada!
Já há árbitros para o Beira Mar-Sporting.
Isso é garantido!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Curvo-me Perante Uma Das Ppouquíssimas Demonstrações de Hombridade Que Já Vi No 'Mundo' do Futebol Nacional

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Obrigado Capitão João Ferreira, mas este meu obrigado seria igual se o João Ferreira fosse, com o devido respeito por quem ganha a vida na profissão a que pode ter acesso, trolha ou almeida.


Um fulano, que já esteve envolvido em casos de polícia, 'só' porque hoje é presidente do Sporting - e o clube não tem culpa, salvo no facto de o ter eleito - (tanta gente, ainda hoje, a falar do Vale e Azevedo, e tanta gente que nem uma vírgula separa so advogado aldrabão...) - chamado Godinho Lopes, consegue, assim espaço na Imprensa. É um aldrabão, este senhor, hoje presidente do Sporting e que parece contar com o facto de que, o tempo tudo apaga!


Então onde está a diferença em relação a Vale a Azevedo?



Quase oito dias depois de a sua equipa ter mostrado em campo e em futebol jogado que, se não fosse o Sporting, nem nos primeiros 12 da tabela classificativa, final, caberia; 24 horas depois de ter jogado contra uns carpinteiros, professores e oriundos de outras profissões, todas elas dignas, e de não ter sido capaz de fazer melhor so que um ZERO-ZERO essa figura exemplar que se faz chamar por engenheiro, em vésperas da 2.ª jornada do campeonato indígena, aproveitou os desgraçados do costume - e estes são todos os que acompanham o dia-a-dia do clube - para fazer passar uma mensagem: "Não vou tolerar a falta de isenção!"


Saído da sua boca soa a... bosta!


Achará o engenheiro que as pessoas, primeiro, não sabem quem ele é?

Segundo, que não percebem que estas declarações, prestadas agora, SÃO EXACTAMENTE o que parecem? Pressão sobre o próximo árbitro a apitar o jogo da sua equipa?



Mas há uma diferença indisfarçável... de credibilidade.



Por um lado... isto:























Por outro, a figura de um Homem que é árbrito de futebol, sim senhor, mas que é Oficial do Exército Português - podia, aliás, ter a profissão que tivesse, desde que e a mesma 'espinha direita' - mas na condição de João Ferreira a reacção não poderia ser outra.



Aliás, acho que este exemplo não deve ser menosprezado! Antes pelo contrário.

Até o Jorge Jesus vem, uma semana depois, dizer que o golo do FC Porto foi 'esquisito'.


Como se o Benfica, sob o seu comando ou ao longo da História do Futebol onde, provavelmente, não caberá o Jorge Jesus não tivesse já antes beneficiado de... golos 'esquisitos'. E os jornais fazem eco disto!



Já aqui falei que, antes do 25 de Abril de 1974, os jornalistas desportivos não eram reconhecidos como Jornalistas, nem pelo sindicato. E é no Jornalismo Desportivo dessa altura, até mais 10/15 anos depois que conseguimos, hoje, encontrar algumas (muitas) das principais referência do Jornalismo Português! Quase todos já se foram.



Hoje, francamente, não sei se daria a carteira de jornalista a 90% dos 'moços de recados' que se fazem passar por jornalistas desportivos. E a percentagem encolheria até aos 98% para os que, sentados nas suas poltronazinhas de chefões, chefes e chefinhos - estes sim, com responsabilidades na denûncia destes casos (ai!, mas a cadeirinha dá tanto jeito!) - escrevem diariamente 'editoriais' eunucos.



Não é o pobre desgraçado que, dia a dia, tem que se apresentar nos diversos campos; que tem de enfrentar as figurinhas e figurões que os clubes lançam, ora bajulando, pedinchando uma notícia, ora arregimentando duas dúzias de mentecaptos apenas para ameaçaram quem tem de dar o corpo ao manifesto.



Vou ficar à espera dos 'comentários' e 'editoriais' que amanhã de manhã vou ler.


Sem esperança nenhuma que algum sobreponha o caracter e a coragem do Capitão (ou Major?!... caiu-me esta dúvida ahora aqui no 'prato', mas isso também não interessa) João Ferreira. Quem se manisfestar contra a sua posição está a desmascarar-se... e a deixar perfeitamente claro que, ou está engajado, ou tem problemas de testoterona!



Obrigado João Ferreira por este 'pontapé' no SISTEMA; QUE O SEU EXEMPLO ILUMINE OUTROS SEUS CAMARADAS...


Um Homem é um Homem e um verme é um verme; e só nos sobem para cima das costas se nós nos agaixar-mos.



O Godinho Lopes que arbitre o jogo mas, tendo em conta o que fez quando da Expo... ponham a Polícia Judiciária de prevenção!

domingo, 7 de agosto de 2011

Eu Recuso-me a Fazer Parte Deste Circo!

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Acabo de desligar a televisão, onde seguia o jogo que atribuirá a Supertaça Cândido de Oliveira.
E porquê?

Porque há limites.

Desliguei 15 segundo após, num lance disputado entre um jogador do Vitória e o 'super' Hulk, este se agarrou à cara como se tivesse sido pontapeado na mesma quando TODA a gente viu que nem o tornozelo, quanto mais o pé vimaranense chegou a menos de um palmo da sua cabeça.


O Hulk é um grande jogador? É sim senhor!
No futebol são 'normais' estas... cenas teatrais? Infelizmente... sim


Que um jornalista, que do sítio onde está está a seguir o jogo 'tenha a certeza' de que houve falta, é mentira, que reitere a sua opinião ao rever, na televisão, as mesmíssimas imagens que eu estou a ver e mantenha o que disse... não aceito!


Que, a Realização ponha no ar, nos segundos imediatamente a seguir, a repetição de um outro lance que acontecera alguns, poucos, minutos antes e que, após DUAS repetições NINGUÉM pode dizer que o jogador do Vitória tocou em Rúben Micael e que este fez teatro, tentando 'arrancar' uma grande penalidasde inexistente, e o mesmo jornalista, mais o que está a fazer a narração insistam que, cito: 'houve um toque', isto soa-me a falta de HONESTIDADE.


As imagens que ele está a ver são as mesmíssimas que eu estou a ver. Que milhões de pessoas estão a ver. Que poderão ser revistas, vistas em 'slow-motion', paradas, mostradas 'frame' a 'frame'... e o resultado seria o mesmo: nem o Hulk foi atingido na cara, nem o madeirense foi tocado, e nem se engasgam a sublinhar uma MENTIRA, das duas uma: ou têm problemas de visão ( e deviam ter isso em conta e não se 'esticarem' muito porque há quem não tenha), ou não conseguem 'despir a camisola'. Neste caso, e tratando-se de um jogo transmitido pela RTP, por enquanto, um Canal Público, deviam respeitar TODA A GENTE.


Que amanhã lhes será muito mais fácil chegar sem problemas ao Olival, ficarão mais descansados em relação ao carro no parque de estacionamento e que até poderão ir à sala de convívio tomar um cimbalino à borla, isto é uma coisa; que SÃO MAUS PROFISSIONAIS, isso é o que a mim me interessa. E como trabalham para o serviço público, e como é preciso reduzir despesas, o convite para uma rescisão amigável - porque terão sempre lugar no novo Porto Canal - sem exageros nas indemnizações, e bastava mostrar a um painel isento, as imagens que TODOS vimos e os comentários que eles fizeram para serem acusados de MAU PROFISSIONALISMO, o que até poderia descambar para um despedimento com justa causa, sem direito a qualquer indemnização, e via-mo-nos livres deste Jornalistas de pacotilha.


Eu sei que não é fácil trabalhar junto ao FCP, mas chamo aqui um ditado popular: SÓ NOS SOBEM PARA CIMA DAS COSTAS SE NÓS NOS AGAIXARMOS.

Agaixaram-se. Há muito.

Então se não são capazes de exercer esta NOBRE profissão com a isenção, sem a qual o adjectivo NOBRE de nada vale e, sem ele, a profissão passará a RASCA (não o será já?), saiam de fininho... procurem outra.


O drama é que isto se repete em TODOS os canais, sejam quais forem os narradores, repórteres ou comentadores. Se o FC Porto está envolvido... é sempre defendido.


Haja pachorra. Que eu não tenho.
Verei o resultado amanhã nos Jornais e, pelo sim pelo não, nem vou ler nenhuma das Crónicas. Nenhuma!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Como Hipotecámos TUDO o que OS GRANDES JORNALISTAS DE DESPORTO se desunharam para que este 'nicho' da Classe fosse reconhecido como LEGÍTIMO

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Vou começar com uma pequena história que até pode ser verdadeira, mas que me foi contada como... anedota!

Algures, no gélido Alaska (EUA), aparece um jovem diplomado em Temperaturas e Ambiente para complementar um Estudo.

À sua espera, por deferência das autoridades locais, estava um Velho Indígena - leiam, por favor, natural da região; nascido, criado e... temperado - que o foi buscar ao Aeroporto num jipe. A viagem para o destino do Jovem Cientista ainda demoraria algumas horas, por estrada. E estava frio. Muito frio. Como sempre está no Alaska. Tanto frio que o aquecimento do jipe não ajudava grande coisa.

Então, o Velho Indígena tira do banco de trás do jipe duas peles de Búfalo. Coloca uma sobre as suas pernas e entrega a outra ao Jovem Especialista em Temperaturas e Ambiente.

Quando viu o Velho Indígena a colocar a pele, com os pelos para cima e o coiro sobre as pernas, e fazendo exactamente o contrário, o Jovem Especialista atirou:
- Porque não põe os pelos para baixo? sobre as pernas? Assim aquece mais!

De poucas falas, o Indígena apenas murmurou: "Pena que não tivessem avisado os Búfalos disso!"

...

Ora, serve isto de lançamento daquilo que aqui venho lamentar.

É preciso, porque os 'jovens' não sabem, revisitar a História.

Até ao glorioso dia 25 de Abril de 1974- terá, é evidente, demorado alguns meses - os homens, e as pouquíssimas mulheres, que escreviam para os jornais ditos Desportivos não tinham sequer o reconhecimento do Sindicato dos Jornalistas, que já andava um passinho à frente dos demais.

Escrever sobre jogos de futebol ou publicar notas de rodapé sobre as demais modalidades; fazer a cobertura, por exemplo, da Volta a Portugal em Ciclismo, não era reconhecido como TRABALHO JORNALÍSTICO.

Contudo, era-o feito, provavelmente, pelos melhores profissionais - que não eram reconhecidos como tal. Cândido de Oliveira, por exemplo - e já cheguei a A BOLA - passados todos estes anos ainda não foi ultrapassado como exemplo do MAIOR jornalista desportivo português de todos os tempos.

Era um Homem do Futebol. Pois era. E, ainda assim, continua a ser o MAIOR jornalista desportivo português de todos os tempos. Embora - o que é que os jovens jornalistas de agora sabem de, primeiro: desporto; depois de... futebol? O meu pai, com 74 anos alinha argumentos que a maioria dos meus jovens companheiros de profissão serão incapazes de desmontar.

A A BOLA, por muitos engulhos que crie nos responsáveis pelos outros títulos, a História não deixará que lhe seja sonegado o papel sócio-cultural que, à parte das crónicas dos jogos de futebol, mesmo ignobelmente perseguida pela doentia perseguição por parte da Censura do Estado Novo - ou não tivesse Cândido de Oliveira sido preso no Tarrafal; ou não seja o único Jornal português que esteve PROÍBIDO de 'sair' durante um mês, porque a Censura assim o decidiu - foi sempre, como não poderia deixar de o ter sido, 'dona' de si própria.

E, estão aí, nas mais diversas bibliotecas espalhadas pelo País, as suas históricas edições nas quais, a partir - foi o primeiro 'desportivo', pelo menos a fazê-lo - das reportagens escritas em terras estranhas, pelos seus enviados-especiais.

Contando, com os cuidados que eram recomendados - e estou a referir-me ainda ao período antes-do-25 de Abril de 74 - como se vivia na antiga URSS e noutros países para além da Cortina de Ferro. Como naqueles que, por exemplo, na América do Sul, eram dirigidas por mãos não menos complentativas que as do 'papão' vermelho. Para nós, aqui, na Europa.

E dei-me ao trabalho (que foi um prazer recordar) de falar em tudo isto por um simples facto.
O trabalho que o Semanário Sol hoje nos ofereceu sobre o treinador do Benfica, Jorge Jesus!

Comecei a ler A BOLA - peço desculpa por não ter nascido mais cedo - seis, sete anos antes do Glorioso 25 de Abril de 1974.

Ainda li muitas coisas. E, sem me atrever sequer a sonhar que um dia poderia integrar os seus quadros, 'consumi' de forma quase... 'dependente' (como se de uma 'droga' se tratasse) os escritos dos seus maiores Jornalistas.

Silva Resende, Vítor Santos, Homero Serpa, Carlos Pinhão, Aurélio Márcio, Alfredo Farinha, Carlos Miranda, Joaquim Rita, Rui Santos - escrevo de memória e não respeitei cronologias; sinto que faltam alguns, mas não me levem a mal...

É pacífico, na História de A BOLA - pós-fundadores - que Carlos Pinhão foi o grande Mestre, para os que se lhe seguiram, e que Vítor Santos o grande pilar daquilo que A BOLA foi.

Sei que ainda não perceberam aonde quero chegar...
... à desgraça aonde chegámos. E não me excluio.

Incapazes de responder à concorrência - e isso, com Cândido de Oliveira ou com Vítor Santos - não teria acontecido, ficámos iguais aos outros.
Baixámos de nível.
Não foram eles que subiram, fomos nós que baixámos.

Inventamos interesses em jogadores, avançamos com oníricas contratações... que jamais se concretizam, calamo-nos por subserviência, pela mesma subserviência assumimo-nos como arautos, perdendo credibilidade...

E notícias?
Vítor Santos - vocês nem sabem o que eu sei - levou ao desespero a maioria da sua redacção.
Tinham uma NOTÍCIA, sabiam-na de fonte segura mas...
Dizia o Vítor Santos: 'Isso está confirmado? Não? Então A BOLA não publica! A BOLA não verá uma notícia sua ser desmentida.'

Hoje ninguém se preocupa com isso. Fazem todos o mesmo. Pior... à invenção de uns, os outros respondem com invenções próprias. Cientes que à primeira - aconteça ela quando acontecer, e será dada por todos - real, ninguém mais vai lembrar-se dos exercícios de diversão.

E no que é que nos tornámos nós, Jornalistas Desportivos? 'Pés de microfone', 'caixas de ressonância', 'rapazes que levam recados'...

Com contactos privilegiados com as estruturas dos clubes, mas sem capacidade para um simples 'golpe de asa'. E eu sei porquê... porque nos tornámos reféns dessas mesmas estruturas.

Senão, como explicar que o Semamário SOL tenha hoje feito a mais interessante entrevista a Jorge Jesus desde que ele é técnico do Benfica?
É esse o motivo desta crónica.
E, em O SOL está bem expresso... foram os únicos autorizados a estarem presentes num treino... FECHADO para fazerem a reportagem.

Olha como é BOM NÃO ESTAR REFÉM DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DO CLUBE!
Todos amigos, claro...
... mas primeiros censores. E assim voltámos ao passado. Mesmo sem lápis azul.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Último Grito, ou o Primeiro Estertor... Que Indicía o Princípio do Fim Próximo?

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Tenho a certeza de que não estou sozinho. Alguns da minha geração, mesmo que poucos, sentirão o mesmo. Provavelmente já o exprimiram também.

Vim do nada, lá bem do fundo e muito cedo tive de abdicar da minha juventude, isto no sentido de a poder ter vivido, não como ela hoje é vivida, que os tempos são outros mas, pelo menos, como muitos da minha idade o puderam fazer.

Terminei o Secundário três meses antes de completar os 17 anos, com essa idade poderia ter entrado na Universidade porque ainda não tinham 'inventado' o Propedéutico (palavrão que aos que têm menos de 50 anos não diz absolutamente nada) e depois o 12.º ano, para a ela ter acesso.

Mentindo na minha idade - acrescentando-lhe logo os tais três meses - no dia 10 de Agosto de 1977, estamos a dois meses de se completarem 34 anos, entrei no mundo do trabalho para poder ajudar a família. Escondi de todos a minha tristeza e desolação e aceitei sem sequer, pelo menos à frente dele, pestanejar perante a decisão - sem direito a contestação - do meu pai.

Tenho duas irmãs e, pelo menos, e nisso ele mostrou-se irredutivel, elas teriam de atingir o ponto que eu alcançara. Para que isso pudesse ser possível o orçamento familiar precisava ser reforçado. E só comigo a trabalhar isso aconteceria.

Ainda não tinham sido inventados - foda-se, sou mesmo velho! - os recibos verdes, mas através de um amigo que tinha um amigo que, por sua vez, conhecia alguém que tinha uma empresa pirata que arranjava obras por sub-empreitadas.

Foi assim que comecei, como 'trabalhador não diferenciado' - o que em português significa 'pau para toda a obra' - a trabalhar no inesquecível dia 10 de Agosto de 1977.

Sempre tive 'queda' para as letras, influência da minha mãe que inscreveu como sócio de uma Biblioteca Pública ainda eu não tinha 10 anos. Não fiquei muito tempo pelos livros infantis... aos 12 anos já tinha lido alguns Clássicos da Literatura Portuguesa e, não sei porquê, desde muito cedo me interessei pelo que tinha sido o Mundo, até ali. Na altura, falo de quando tinha 13, 14 anos, o que acontecera/acontecia no Mundo éra-nos negado.

Assim, li o que pude sobre as grandes civilizações clássicas e, daí até me fixar em tudo o que me era proporcionado sobre as duas Grandes Guerras do Século XX foi um passo.

Isto tudo para vos explicar como é que, autodidacta, chegado a 1974 já sabia o que queria, ou não, ler. Não foi difícil cimentar uma opinião, alicerçar convicções.
Mas nesta altura ainda estava na escola.

Depois, o tal desvio imposto. Seis anos a trabalhar numa empresa metalomecânica pesada (um estaleiro naval) - nessa altura, o concelho de Vila Franca de Xira, para onde tinha vindo com dez ano, lá, do Alentejo profundo - havia dezenas de grandes empresas, sobretudo nesta área - e o número de empregos ultrapassava largamente o número de habitantes com idade para trabalhar.

Conheci gente de outras regiões da Grande Lisboa. Fiz parte de Comissões de Trabalhadores mas nunca me envolvi na vida sindical.

Aos 23 anos voltei a estudar. Já tinha que fazer o 12.º ano mas, antes, tinha-me inscrito numa escola de línguas... o tempo mão era muito, chumbei. Uma, duas, não sei quantas vezes, por faltas porque não podia estar em dois lados ao mesmo tempo e o 12.º ano, feito ali em Chelas, numa escola que não sei se ainda existe, frente ao ISEL, tinha aulas até às 23 horas... mais hora e meia - nessa altura não havia tantos comboios como há agora - e chegava a casa quase à uma da manhã para me levantar às seis para ir trabalhar...

Aos 26, 12.º ano feito, fui para Letras, na Universidade Clássica de Lisboa. Cedo percebi que a saída do curso me levaria inevitavelmente ao ensino, coisa que logo pus de parte. Mas a má sina abre janelas de vez em quando. Quando havia já alguns meses que me havia 'atirado de cabeça', deixando tudo para trás, em mais um caso de aventura numa 'rádio pirata', através de uma amiga cheguei aos jornais.

Ao velho semanário Tempo, ali à Rua Rubén A. Leitão, então paredes-meias com o Correio da Manhã. Corria o ano de 1988.

Impossível de esquecer. O Chiado derreteu-se em chamas no dia 25, uma 5.ª feira e ainda fiz reportagem para a rádio a partir de uma cabine telefónica!
Na segunda-feira, dia 29, apresentei-me n'O Tempo cujo director era, e foi-o até ao final Nuno Rocha, um f.d.p. amigo dos indonésios contra a independência de Timor.
Apanhei de tudo!
Já lá vão quase 23 anos.

Não havia cursos superiores de Jornalismo. Eu não tinha 'padrinhos' mas passei a fase de 'estágio'. Nem era disso que se tratava.

O Jornalismo de hoje é asséptico... falar de Paixão, acredito, será motivo de chacota, mas estou-me a lixar!

Todo este longo preâmbulo para tentar que percebam que não sou jornalista por ter conseguido um 'canudo' - na maioria das vezes, na segunda ou terceira escolha do curso que, realmente queriam tirar - mas porque demonstrei jeito suficiente para, num jornal rigoroso, ultrapassar as dificuldades que não deixaram de me criar.
Era assim... Os caloiros eram bem 'esprimidos'.

Sou Jornalista por Paixão e Convicção (algum jeitinho também, para não parecer demasiado modesto). Não porque saí de uma qualquer faculdade...

Mas vamos ao que verdadeiramente quero dizer com esta entrada.

Abertura do Telejornal na RTP, Canal Público...
Cito de memória...

«Francisco Assis assume corrida à liderança do PS (seguiram-se imagens do próprio a dizer que sim).../... mas António José Seguro deixou hoje na sua página do Facebook que também será candidato...»

Curiosamente, hoje o Correio da Manhã deu-nos conta que, em França, o Conselho Superior de Audiovisual PROÍBIU que as rádios e televisões do país se refiram, quer ao Facebook, quer ao Twitter (a não ser que sejam eles os motivos da notícia), enquadrando-os na figura de PUBLICIDADE mascarada. E chama a atenção para o facto de que há outros serviços disponíveis na rede que podem exigir não ser excluídos desta publicidade graciosa e, assim, poder vir a enfrentar-se com uma situação insustentável.

CONCORDO!

Os tempos mudaram e eu não fiquei petrificado na realidade experimentada nos anos 80 do século passado quando ainda não havia telemóveis e muito menos internet e muito menos ainda tudo o que esta todos os dias nos oferece de novo.

Nessa altura, para fazer uma entrevista procurava-se o número de telefone fixo de quem queríamos entrevistar (melhor... da empresa), ligávamos, atendia a secretária, pedia para deixar o nosso contacto - depois de se inteirar do que queríamos falar - e prometia uma respostas o mais breve possível.

E a entrevista jamais era feita por telefone. Eu, nós todos, tínhamos que ir ter com o entrevistado ao local que ele marcasse, porque lhe dava mais jeito.

Hoje, escreve-se um artigo de página inteira com troca de sms... 'piratam-se' fotos da internet, fazem-e manchetes com as duas linhas que se leram no sítio de um jornal espanhol ou sul-americano... a partir do Twitter da namorada de um jogador abrem-se duas páginas com uma notícia sobre outro jogador sem que se tenha a sensatez de confirmá-lo.

Como escrevia o Sport, destacável do Correio da Manhã aos sábados, na sua última edição, há quem publique, quatro ou cinco dias depois, uma notícia como se fosse sua, fazendo fé que ninguém que os está a ler já leu antes noutro local.

Achei piada à definição da 'fonte': o quisque da esquina!
O drama é que é verdade!
E nenhum jornal escapa a esta tentação!

O meu passatempo, neste momento, é descobrir o que é que A Bola, O Jogo e o 'generalista especializado em desporto' deixaram escapar em relação a cada um dos outros porque o que leio é exactamente igual nos três.

Também não admira, nas mini-reportagens que vejo na TV chego a ver os respectivos jornalistas ombro a ombro de braço esticado com o gravador estendido...

Este não é o Jornalismo que me apaixonou e, com uma mágoa imensa concluo que, se eles são jornalistas, então... eu não o consigo ser.
Escorre de mim a desilusão.
Choro, sem lágrimas, o que me aperta ainda mais o peito, a paixão que sinto volatizar-se, deixando-me vazio e triste.

Esgotou-se o meu prazo de validade!...

sábado, 21 de maio de 2011

De 4.º Poder a 'Caniche' Humilhantemente Tosquiado... E Com Uma Fatiota (com gravata e tudo) Vestida

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Um dos principais temas dos últimos dias, esgrimido, quer por Passos Coelho - que pode ter sido infeliz na forma mas acertou em cheio no conteúdo -, quer por Sócrates, incidiu no 'glorioso' Programa das Novas Oportunidades.



E a CS fez aquilo a que - já não me moe, mata-me! - desde há anos nos anda a fazer, não mais do que... fazer eco do que cada um esgrime.



Por onde anda o QUARTO PODER?



Há algum português que não conheça outro que, estando a receber o Fundo de Desemprego foi obrigado a aceitar frequentar o famoso programa? Ou que conheça alguém que conhece alguém...


Caramba... e tratando-se de Jornalistas, que se dê ao trabalho de investigar?


Descer uma rua e perguntar a cinquenta pessoas que não tragam o símbolo do PS na lapela?


Segundo Sócrates foram 500 mil os 'beneficiados'. Dois por cento dos portugueses com mais de 23 anos e menos de 50. Façam vocês as contas.



Deixemo-nos dos Pedros Passos Coelhos e dos Josés Sócrates!...



Porque não se procurou, até agora, encontrar um... um desses 'portugueses que teve oportunidade de melhorar as suas qualificações', segundo JS, um... um desses 'analfabetos' (eu sei que o termo usado não foi este) que fez o 12.º ano quando só tinha a velha 4.ª Classe, passando à frente de todos os que 'estudaram' durante anos.



É que neste caso... nem no meio está a virtude!



As 'novas oportunidades' foram - são ainda? ainda existe esse programa? - uma das maiores farsas a que, cobardemente, todos assistimos e ainda hoje preferimos assobiar para o lado, quando nisso se fala.



Não serviu para mais nada do que para isto: sonegar números (às centenas de milhar, como JS não tem vergonha de afirmar) ao número de desempregados - que tinham que aceitar a integração no 'programa' ou perdiam o Fundo de Desemprego - não só entre os 'formandos' como entre os 'formadores'.





Alguém sabe de professores desviados das suas escolas para ministrarem os tais cursos?

Pois que não houve!


Aproveitaram-se os desempregados.


E o que é que, de facto, aprenderam os formandos? Eu sei de um caso, de uma pessoa minha amiga que foi em tenra idade para a África do Sul, tendo voltado já em idade adulta que, por conveniência sua - e quem lhe levará a mal? - escolheu o inglês como uma das disciplinas num dos 'pacotes' que lhe deram o 12.º ano que antes, por ter começado a trabalhar cedo, não pode concluir.



Já adivinharam! O 'professor' de inglês não tinha... pedalada para a sua aptidão na língua.



Mas nem sequer é isto o mais importante... com um diplomazinho do 12.º ano nas mãos... não vou dizer que todos os tais 500 mil, mas a esmagadora, esmagadora mesmo, maioria, voltou à 'casa de partida'.
Nem o 'tótó' do PPC soube usar isto a seu favor...



Mantém-se desempregados. Por exemplo... quem, nos dias de hoje, emprega alguém com 50 anos? Porque é que a CS não nos mostra isto? Eu sei que o JS é um autêntico 'rottweiler' e quando morde não larga mais. Que o diga a Manuela Moura Guedes... nós, jornalistas (a caixa baixa é propositada) é que não precisávamos de descer ao ridículo de parecer 'caniches' tosquiados ao colo de uma qualquer Lili Caneças.