Não tive tempo para ver o jogo Espanha-Portugal. Primeiro o trabalho que, de uma coisa 'aventesma' nenhuma me poderá jamais acusar: de não cumprir à risca aquilo que me é pedido e, enquanto não estiver pronto... não há espaço para 'intervalos'.
Dita a arrumação da sala onde fica o meu posto de trabalho que eu seja o que mais próximo está do receptor de televisão, mas também o único que não consegue ver o ecrã pois o aparelho está a meu lado, do meu lado direito, mas avançado cerca de 40 cm. Esticando-me ainda posso ver as repetições... Ok, se for golo levanto-me e ganho posição...
Mas hoje, exactamente à hora que o jogo começou, chegou-me o serviço da nossa correspondente no Funchal que eu tinha que 'aparar' e fazer encaixar nos espaços previamente definidos quando da maquetagem da página. Era uma página inteira... Acabei quando o jogo acabou...
Vi o golo dos espanhóis, na repetição, não vi nenhuma das - iam-me dizendo - defesas 'impossíveis' do Eduardo mas, por exemplo ao cartão vermelho ao Ricardo Costa não liguei nenhum...
Não vejo, mas ouço a narração e os comentários... e, perante o 'onze' escalonado e o desenrolar daqueles, mesmo que tenha estado muito mais concentrado no trabalho do que no jogo, fui percebendo algumas situações. Doutras tiro as minhas próprias ilações...
Portugal não era. de facto, a melhor selecção deste Mundial, mas creio que cabia nas oito que seguem em frente. Não vou falar do capricho dos sorteios - não fomos primeiros no nosso grupo pela mesmíssima razão porque hoje fomos eliminados, e aí teríamos evitado a Espanha -, nem de arbitragens nem nada disso...
Disseram-me há pouco, cheguei agora, liguei o PC e nem sequer li ainda o que está on-line, que, perante uma pergunta do género «o que é que aconteceu», feita a Cristiano Ronaldo, este terá respondido: «Perguntem ao Carlos Queiroz.»
É disso que fico à espera, é que alguém tenha perguntado a Carlos Queiroz o que aconteceu e que amanhã, seja em que jornal for, possa ler a resposta.
E eu, que nem sou nada do género de apontar o dedo a ninguém, escrevo-o aqui... não foi Portugal que foi eliminado, foi o Carlos Queiroz. Quantas vezes dizemos que, sem ovos não se fazem omeletes? Mas Portugal tinha «ovos», se ficou por aqui foi porque o cozinheiro não as sabe fazer...
Uma equipa, num jogo 'mata-mata', como diria o Scolari - de que sempre fui fã, confesso-o - não pode ser montada à medida dos medos de um treinador. Treinador?
Repito-me, não foi a Selecção - mesmo esta, meio enviesada escolhida pelo professor de educação física que teve um dia a sorte de comandar um grupo de miúdos que eram, literalmente, de outro Mundo e por isso foram Campeões mundiais por duas vezes consecutivas - que foi eliminada, foi o Prof. E quem o escolheu.
Por isso, se fosse eu a mandar, obviamente, mal pisassem de novo solo nacional os demitia a ambos.
(Acrescentado a 30 de Junho, pelas 23 horas)
--> Não digo genial, até porque estaria a ser redundante tratando-se de um excerto de um poema do, ele sim, genial, Luis Vaz de Camões, mas muito bem 'apanhado' pelo Correio da Manhã na rubrica ACIMA/ABAIXO que faz publicar diariamente na sua 2.ª página...
ABAIXO... o seleccionador nacional, com este 'argumento':
Camões escreveu que "fraco Rei faz fraca a forte Gente"
... que melhor imagem poderia ter sido encontrada, que raiva não ter sido eu a lembrar-me!
Ah!, o ACIMA foi dedicado ao Eduardo que (consegui a proeza de ainda não ver nem um resuminho do jogo) por todas as crónicas que li esteve Enorme...
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Mário Crespo, Censurado, Deixa Colaboração com o JN
O jornalista Mário Crespo que, vai fazer 15 dias concedeu uma extensa, lúcida e mui interessante entrevista, se não estou em erro à Tabu, revista do semanário Sol - não vai mais escrever a sua coluna de opinião para o Jornal de Notícias (JN).
Sendo, entre nós, o pivot de telejornais mais velho, em idade, aflora a possibilidade de, se não for forçada antes, a idade da reforma há-de chegar, e confessava que só queria que um jornal continuasse a albergar as suas crónicas. Escrevia-as no JN... Foi corrido.
Porquê? Vão já ficar a saber, os que ainda o não sabem.
De acordo com o Jornal de Negócios, a ruptura deu-se depois de o jornalista ter sido informado pelo director do jornal, José Leite Pereira, à meia-noite [de domingo para segunda] , de que o seu texto não sairia hoje na publicação.
A crónica em causa fazia referência a conversas mantidas entre José Sócrates, o ministro da Presidência, Silva Pereira, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de media que referiam Mário Crespo como «mais um problema a resolver».
O texto, que acabou por ser publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, faz ainda duras críticas ao poder do governo sobre os media.
O jornalista adiantou que no próximo dia 11 a editora Aletheia, de Zita Seabra, irá publicar um livro intitulado “A Última Crónica”, que arrancará com o texto na origem da polémica.
O livro vai conter, ainda, outras crónicas publicadas pelo autor no JN e no Expresso.

A crónica de Mário Crespo
que deveria ter sido hoje
publicada no Jornal de Notícias
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ("um louco") a necessitar de ("ir para o manicómio"). Fui descrito como "um profissional impreparado".
Que injustiça.
Eu, que dei aulas na Independente.
A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como "um problema" que teria que ter "solução".
Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo.
É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito):
"(...) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (...)".
É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversidade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos.
Isto é mau para qualquer sociedade.
Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta.
Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência.
Os críticos passam a ser "um problema" que exige "solução".
Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos "problemas" nos media como tinha em 2009.
O "problema" Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi "solucionado".
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser "um problema".
Foi-se o "problema" que era o Director do Público.
Agora, que o "problema" Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais "um problema que tem que ser solucionado".
Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
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O Mário Crespo foi meu Director n'A Capital. Considero-o o melhor pivot de todos os telejornais e de todas as televisões, o único português que poderia - salvaguardando as devidas distâncias - igualar-se aos influentíssimos pivots estadunidenses, com esta ressalva: soube sempre ser isento.
Bem formado, bem informado, dono de uma serenidade que não raro falta a outros colegas - não entra em histerismos quando a notícia é de uma catástrofe, natural, ou provocada pelo bicho homem; não é paternalista, ao jeito dos bajuladores e é capaz de manter-se firme mesmo em diálogos impossíveis com figuras que fizeram a tropa na messe, chegaram a majores mas berram, em qualquer lugar, como qualquer sargento 'chico' no tempo da outra senhora berrava para os amedrontados mancebos.
Quem não se recorda do 'major' Valentim Loureiro perder as estribeiras numa entrevista em directo, no Jornal das 9, na SICNotícias, aqui há alguns anos, quando Mário Crespo foi ele mesmo e, para desespero do outro, não deixou de insistir na pergunta cuja resposta todos sabíamos, mas que Valentim Loureiro, por mais 'valentão' que seja, não teve a coragem de dar.
(ver aqui)
Mas este artigo, que hoje correu Mundo (o do caso do Mário Crespo, não estes meus gatafunhos), serve para, uma vez mais, alertar, avisar, chamar a atenção de todos:
Estamos, em quase todos os sectores da Sociedade Portuguesa, à beira do abismo e são os nossos próprios governantes (!!!!????!!!!) que estão danadinhos para dar o tal passo em frente.
Pobres de nós!...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Não Sei se Rir Se Chorar
À medida que os anos passam, confesso, fico menos sociável.
Somam-se-me os exemplos de falta de camaradagem, de falta de amizade, de falta... de tudo.
Tempos houve em que defendi ideais, hoje estou 'seco'.
Já não acredito em nada.
Sinto-me a mais, nesta Sociedade. Dizendo-o de outra forma: não encontro lugar onde me encaixe...
Um exemplo: hoje... que já foi ontem, um enorme bando de ricaços juntaram-se para se divertirem um bocadinho autorgando-se como figuras solidárias para com as vítimas do sismo que arrasou a capital do Haiti.
Subiram ao relvado da Luz para uma pandega - paga pelos espectadores, cujo contributo, esse sim, servirá para ajudar as vítimas - quando, e o maior cego é aquele que não quer ver, bastava que cada um daqueles quase 80 beneficiados pela roda da sorte que é a vida, podia, perfeitamente, doar um mês, apenas um mês do seu ordenado para que a receita a favor dos coitadinhos fosse, no mínimo, CEM vezes maior. VIVA A HIPÓCRISIA!...
Que se lixe quem a patrocionou....
Qual quê? Vieram a Lisboa com tudo pago, ficaram num hotel de cinco estrelas, gozaram um bocado - e gozaram connosco - depois almoçaram 'à grande e à francesa', regressarão aos seus destino de origem em jactos privados e a populaça bate palmas até as mãos lhes doerem.
O futebol é uma 'droga' e, como qualquer droga, há quem viva dela.
Uma sugestão:
ao Governo, aos clubes, à federação...
façam um jogo de beneficiência em favor dos milhares de desempregados deste pobre e triste País.
Querem apostar que não resulta?
Com todo o respeito - e a dor d'alma que o acompanha - para com as vítimas do terramoto no Haiti, eu olho, todos os dias à minha volta e identifico dezenas de casos que mereceriam a 'solidariedade' deste bando de milionários.
Mas não ia 'pegar'.
Fazer um jogo de futebol com as maiores estrelas do Mundo para minorar as dificuldades de muitos milhares de lares portugueses, em muitos casos com os dois cabeças de casal desempregados? Naaaaaaa... não alimenta egos.
Nem há 'fundações' que se lembrem disso. Nem as que representam um clube que se reinvidica senhor de seis milhões de adeptos.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Não há censura?!!!...
Este tema dos Xutos & Pontapés passou meia dúzia de vezes na rádio, sempre na Antena 3 da RDP. Em todas as outras estações foi excluído das 'play-lists'...
Entretanto, a Antena 3 acabou por deixar de o passar porque, segundo fonte da mesma, 'não fazia sentido ser a única estação a divulgá-lo...
Entretanto, a Antena 3 acabou por deixar de o passar porque, segundo fonte da mesma, 'não fazia sentido ser a única estação a divulgá-lo...
domingo, 31 de maio de 2009
Olha que dois!...
Qual dos dois o mais... destrambelhado? Mas eu aqui estou do lado dele.
É vergonhoso e atentatório para o que resta da DIGNIDADE dos Jornalistas o que a MMG faz às 6.ªs feiras na TVI.
Digo mais... podia ter um programa de autor, com o seu cunho (quer se goste ou não, ficava salvaguardada), mas travestir um 'noticiário' desta forma é vergonhoso.
Pode (deve) ter bons advogados que a safarão de qualquer imbróglio mais complicado, mas AQUILO NÃO É INFORMAÇÃO.
Mediu mal a escolha do 'adversário'.
Também ele foge ao estilo 'formatado' que todos esperam.
Mas tem uma virtude: p Pensa pela sua cabeça, e diz o que tem a dizer.
Terá mil defeitos... 'capado' não é.
E 'esmagou-a'.
É vergonhoso e atentatório para o que resta da DIGNIDADE dos Jornalistas o que a MMG faz às 6.ªs feiras na TVI.
Digo mais... podia ter um programa de autor, com o seu cunho (quer se goste ou não, ficava salvaguardada), mas travestir um 'noticiário' desta forma é vergonhoso.
Pode (deve) ter bons advogados que a safarão de qualquer imbróglio mais complicado, mas AQUILO NÃO É INFORMAÇÃO.
Mediu mal a escolha do 'adversário'.
Também ele foge ao estilo 'formatado' que todos esperam.
Mas tem uma virtude: p Pensa pela sua cabeça, e diz o que tem a dizer.
Terá mil defeitos... 'capado' não é.
E 'esmagou-a'.
domingo, 17 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
25 de Abril... Sempre
[Com a devida vénia, flagrante 'piratagem' do blog de um amigo... que, é evidente, assino por baixo]
Fotografia Oficial Autorizada pelo Ministério da Propaganda e Controlo da Comunicação Social de Sua Excelência o Senhor Presidente do Conselho de Ministros, Senhor Eng.º com Pós-Graduação José Pinto de Sousa, a ser removido da parede de um organismo público por um dos militares revoltosos.

[Ai que Saudades, Ai, Ai!...]
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