Cavaco Silva terá lido, ou já sabia dele o suficiente, e devolveu à AR o documento que ditava o novo Estatuto dos Jornalistas.
Nunca pensei escrever isto, mas valha-nos os liberais de um partido centro-direita para pôr um travão neste descontrolado Partido "Socialista".
Raúl Rêgo, um histórico do velho PS e um homem da CS pode descansar mais umas semanas em paz.
De que nos valem "grandes reportagens" a acusarem o regime de Fidel Castro de, passe a coincidência do apelido, castrar a liberdade de expressão quando, aqui mesmo, dentro de nossa casa, o que se pretende é exactamente o mesmo. Ainda que o "presente" venha embrulhado em papel de seda.
Nunca pensei escrever isto: obrigado Cavaco Silva!
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
A coisa começa a raiar o paranóico… (mas com muito boa disposição à mistura!)
Embora, e dentro daquilo que a Comunicação Social me proporcionou enquanto informação, tenha de admitir que os três casos, ou melhor, que este último, nada terá a ver com os dois primeiros, começo a ficar preocupado com as opções editoriais, pelo menos da RTP.
Desde o caso-Charrua… semana sim, semana não, lá surge mais um caso em que, aparentemente, o Governo é prepotente. Mas eu acho que não é tanto assim.
Deu-se a “infeliz” coincidência de as duas primeiras vítimas do pouco sentido de humor do Governo – e atenção! desconfiem sempre de quem não tem sentido de humor!... – serem figuras ligadas ao principal partido da Oposição. E criou-se de imediato a figura da perseguição aos “inimigos” políticos.
Não sei se foi e nem me interessa.
Aliás… isso dos inimigos políticos não há-de andar muito longe dos adversários no futebol.
Dentro do campo é cada um pelas suas cores; acabado o jogo… é tudo amigo.
Excepto naquelas situações em que dois, um de cada equipa, “embirram” em ser ele pagar o champanhe que for preciso para, no final da madrugada, poder ficar com a Natasha!
A grande novidade da noite no Elefante Branco.
Mas isso são outras “estórias”.
Esqueçam este capítulo – como nos DVD chamam ao espaço que isola cada uma das canções…
Em frente.
O que hoje foi notícia foi o afastamento da Directora… tchiiii, mudei de canal e agora já não sei se era mesmo directora! Bem, não interessa… da senhora que mandava no Museu Nacional de Arte Antiga.
Ainda ninguém disse que seja militante de qualquer partido, ou de algum dos fragmentos da Oposição. Mas, mesmo que seja…
Uma coisa é dizer uma piada sobre o PM que, quer ele queira quer não, é sempre motivo para piadas e para todos os gostos… Se até o Cristiano Ronaldo, que ganha mais do ele o é… e se até a Merche Romero, que é muito melhor (*) do que ele o é… porque é que (ainda por cima!!!!) um tal de… Pinto de Sousa (é o apelido do homem…) o não haveria de ser?
Ora essa!...
--- Já explico o (*)
No segundo caso, uma pobre de uma senhora que, sem ter sequer que picar o ponto, só tinha que ir – nem se sabe se todos os dias – a um Centro de Saúde… é corrida porque – e é mentira, é mentira – não mandou retirar uma fotocópia com uma “boca foleira” de um… ai, ai, aiiiii… de um Ministro!, no Centro de Saúde de que era a Chefe… foi atirada para o desemprego! Tssss, tsssss, tssss…
--- Já explico o (*) de lá atrás…
Agora, com esta da Directora do Museu de Arte Antiga… Meus Senhores, é diferente. Era directora, sim senhor… mas se se manifestou de forma que entrou em colisão com o que os seus superiores acham (mesmo que achem mal!...) isto foge ao quadro dos dois primeiros casos.
Eu, “quando” for chefe de alguma coisa… a primeira coisa que vou fazer é óbvia!
A meu lado, ali pertinho… hão-de ficar pessoas da minha confiança.
Desculpem, não, não é “tachismo”… nem eu nem ninguém consegue trabalhar se, imediatamente a seguir, na hierarquia, estiver aquele gordo com cara de bufo ou aquela mais mal pintada que um quadro da Paula Rego…
É fundamental, para quem assume a responsabilidade de liderar, seja o que for, rodear-se de duas ou três pessoas de sua confiança…
Se a senhora não concorda com as directrizes vindas dos seus superiores… faz aquilo que as pessoas com coluna dorsal fazem… demitem-se.
Mas esta história – já lá vou ao (*), chissaaaaaa!... – no seu todo preocupa-me porque… com o Governo de férias, me está a parecer um pouco obtuso, por parte da RTP, esta coisa de achar… “vítimas” do Governo. Ainda por cima, quando é a força do governo que sempre prevalece.
Sei lá… é como que, com o bebé fora, de férias com os pais, a “babá”, para agradar… insiste em dar a sopinha ao urso de peluche!
--- Ok… vou explicar o (*)
Há grandes confusões entre as formas superlativas de bom e bem… que são, MELHOR e MAIS BEM. Eu explico…
Eu estou bem, mas podia estar MAIS BEM.
A minha vizinha não é má… mas a Merche Romero é… MELHORRRRRRRR!
Desde o caso-Charrua… semana sim, semana não, lá surge mais um caso em que, aparentemente, o Governo é prepotente. Mas eu acho que não é tanto assim.
Deu-se a “infeliz” coincidência de as duas primeiras vítimas do pouco sentido de humor do Governo – e atenção! desconfiem sempre de quem não tem sentido de humor!... – serem figuras ligadas ao principal partido da Oposição. E criou-se de imediato a figura da perseguição aos “inimigos” políticos.
Não sei se foi e nem me interessa.
Aliás… isso dos inimigos políticos não há-de andar muito longe dos adversários no futebol.
Dentro do campo é cada um pelas suas cores; acabado o jogo… é tudo amigo.
Excepto naquelas situações em que dois, um de cada equipa, “embirram” em ser ele pagar o champanhe que for preciso para, no final da madrugada, poder ficar com a Natasha!
A grande novidade da noite no Elefante Branco.
Mas isso são outras “estórias”.
Esqueçam este capítulo – como nos DVD chamam ao espaço que isola cada uma das canções…
Em frente.
O que hoje foi notícia foi o afastamento da Directora… tchiiii, mudei de canal e agora já não sei se era mesmo directora! Bem, não interessa… da senhora que mandava no Museu Nacional de Arte Antiga.
Ainda ninguém disse que seja militante de qualquer partido, ou de algum dos fragmentos da Oposição. Mas, mesmo que seja…
Uma coisa é dizer uma piada sobre o PM que, quer ele queira quer não, é sempre motivo para piadas e para todos os gostos… Se até o Cristiano Ronaldo, que ganha mais do ele o é… e se até a Merche Romero, que é muito melhor (*) do que ele o é… porque é que (ainda por cima!!!!) um tal de… Pinto de Sousa (é o apelido do homem…) o não haveria de ser?
Ora essa!...
--- Já explico o (*)
No segundo caso, uma pobre de uma senhora que, sem ter sequer que picar o ponto, só tinha que ir – nem se sabe se todos os dias – a um Centro de Saúde… é corrida porque – e é mentira, é mentira – não mandou retirar uma fotocópia com uma “boca foleira” de um… ai, ai, aiiiii… de um Ministro!, no Centro de Saúde de que era a Chefe… foi atirada para o desemprego! Tssss, tsssss, tssss…
--- Já explico o (*) de lá atrás…
Agora, com esta da Directora do Museu de Arte Antiga… Meus Senhores, é diferente. Era directora, sim senhor… mas se se manifestou de forma que entrou em colisão com o que os seus superiores acham (mesmo que achem mal!...) isto foge ao quadro dos dois primeiros casos.
Eu, “quando” for chefe de alguma coisa… a primeira coisa que vou fazer é óbvia!
A meu lado, ali pertinho… hão-de ficar pessoas da minha confiança.
Desculpem, não, não é “tachismo”… nem eu nem ninguém consegue trabalhar se, imediatamente a seguir, na hierarquia, estiver aquele gordo com cara de bufo ou aquela mais mal pintada que um quadro da Paula Rego…
É fundamental, para quem assume a responsabilidade de liderar, seja o que for, rodear-se de duas ou três pessoas de sua confiança…
Se a senhora não concorda com as directrizes vindas dos seus superiores… faz aquilo que as pessoas com coluna dorsal fazem… demitem-se.
Mas esta história – já lá vou ao (*), chissaaaaaa!... – no seu todo preocupa-me porque… com o Governo de férias, me está a parecer um pouco obtuso, por parte da RTP, esta coisa de achar… “vítimas” do Governo. Ainda por cima, quando é a força do governo que sempre prevalece.
Sei lá… é como que, com o bebé fora, de férias com os pais, a “babá”, para agradar… insiste em dar a sopinha ao urso de peluche!
--- Ok… vou explicar o (*)
Há grandes confusões entre as formas superlativas de bom e bem… que são, MELHOR e MAIS BEM. Eu explico…
Eu estou bem, mas podia estar MAIS BEM.
A minha vizinha não é má… mas a Merche Romero é… MELHORRRRRRRR!
terça-feira, 31 de julho de 2007
"Sou um português" - 1, 2... 3!
Rafael Bordallo Pinheiro, ceramista, filho de uma família de artistas plásticos, conquistou a imortalidade ao “inventar” o Zé Povinho – ainda hoje símbolo do português do povo –, mas a figura claramente rural, de chapéu, barba grande e a fazer o manguito, que é coisa que habitualmente se faz nas costas de alguém logo, revelando mais do que irreverência, um tudo nada de… cobardia (que também nos identifica, sim senhor!) ver-se-ia bem mais aflito para encontrar o “símbolo” nacional do Século XXI.
Mas hoje teria tido, só vendo o Telejornal, três boas pistas.
Caso.1 – Milhar e meio de pessoas passou a última madrugada ao relento, em Matosinhos, porque uma empresa de mobiliário oferecia… 100 “cheques” de 100 euros (20 contos) aos primeiros a entrar na loja que abria… hoje de manhã.
Das duas, uma…
... a partir do meio da fila – já dando uma larga margem de manobra (porque até somos, reconhecidamente maus a matemática e os dedos não chegam para contar atém tantos…) – as pessoas ou não sabiam que só havia 100 cheques para dar ou, bem à portuguesa, acreditaram no “milagre da multiplicação”.
Eu acho mesmo é que a partir do 200 ninguém sabia era mesmo o que ali estava a fazer… havia uma fila e, à portuguesa, colaram-se a ela.
É tão grande o hábito…
Caso.2 – Primeiro, não percebo porque é que, sendo que o selo NO carro só é obrigatório a partir de Setembro… o prazo para a sua compra terminou hoje… 31 dias antes!
Ok… mas começou a 1 de Junho. Há 61 dias!...
E não é que ainda havia gente a queixar-se?
Ouvi um rapazola a “mandar vir” com o facto de a “repartição de finanças” lá do sítio está num contentor, que havia pó e calor… e o diabo a quatro; outro que já vinha de Loures e não encontrava selo em lado nenhum; uma "madama" que não deixou de sublinhar que... interrompera as férias!...
E ninguém lhe disse… “amiga… há oito dias não havia aqui ninguém para comprar o selo!”
Caso.3 – O Fisco arrecadou mais de um balúrdio com uma ideia pioneira do senhor Macedo, que agora sai de “big-boss” das Finanças, e que foi tão simples quanto isto: afixava-se os nomes dos caloteiros e…
… e claro que deu resultado.
É que toda a estrutura, à volta daquilo que o “tuga” mais preserva, assenta… na ideia que os “vizinhos” têm dele.
Vai de férias para Cancun; oferece um carro à filha que vai fazer 18 anos; instala ar condicionado no quarto e dormir, que é o sítio onde menos é usado, mas o aparelho pendurado na parte de fora da parede dá “status”…
… “mostra” que é… ALGUÉM.
É tudo comprado a crédito, mas que interessa?
O jantar são sempre sopas da Knorr, que aconchegam as duas sandochas que fingiram de almoço… mas o que conta é aparecer, aos olhos do vizinho, como alguém que “não gasta mais porque não lhe apetece…”
Vejam agora o “estrago” que não faria ter o nome na lista de devedores ao Fisco!
Este Paulo Macedo (agora, ex-responsável máximo por esse aspirador que nos leva coiro e cabelo) não é um super-iluminado… apenas ia tomar a bica ao mesmo café a que iam os vizinhos do seu bairro e… percebeu tudo aquilo que EU já tinha percebido.
Por isso, se não se importarem e quiserem mandar um emailzinho ao senhor ministro das Finanças a dar-lhe conta das minhas capacidades… Obrigado!!!!
Mas hoje teria tido, só vendo o Telejornal, três boas pistas.
Caso.1 – Milhar e meio de pessoas passou a última madrugada ao relento, em Matosinhos, porque uma empresa de mobiliário oferecia… 100 “cheques” de 100 euros (20 contos) aos primeiros a entrar na loja que abria… hoje de manhã.
Das duas, uma…
... a partir do meio da fila – já dando uma larga margem de manobra (porque até somos, reconhecidamente maus a matemática e os dedos não chegam para contar atém tantos…) – as pessoas ou não sabiam que só havia 100 cheques para dar ou, bem à portuguesa, acreditaram no “milagre da multiplicação”.
Eu acho mesmo é que a partir do 200 ninguém sabia era mesmo o que ali estava a fazer… havia uma fila e, à portuguesa, colaram-se a ela.
É tão grande o hábito…
Caso.2 – Primeiro, não percebo porque é que, sendo que o selo NO carro só é obrigatório a partir de Setembro… o prazo para a sua compra terminou hoje… 31 dias antes!
Ok… mas começou a 1 de Junho. Há 61 dias!...
E não é que ainda havia gente a queixar-se?
Ouvi um rapazola a “mandar vir” com o facto de a “repartição de finanças” lá do sítio está num contentor, que havia pó e calor… e o diabo a quatro; outro que já vinha de Loures e não encontrava selo em lado nenhum; uma "madama" que não deixou de sublinhar que... interrompera as férias!...
E ninguém lhe disse… “amiga… há oito dias não havia aqui ninguém para comprar o selo!”
Caso.3 – O Fisco arrecadou mais de um balúrdio com uma ideia pioneira do senhor Macedo, que agora sai de “big-boss” das Finanças, e que foi tão simples quanto isto: afixava-se os nomes dos caloteiros e…
… e claro que deu resultado.
É que toda a estrutura, à volta daquilo que o “tuga” mais preserva, assenta… na ideia que os “vizinhos” têm dele.
Vai de férias para Cancun; oferece um carro à filha que vai fazer 18 anos; instala ar condicionado no quarto e dormir, que é o sítio onde menos é usado, mas o aparelho pendurado na parte de fora da parede dá “status”…
… “mostra” que é… ALGUÉM.
É tudo comprado a crédito, mas que interessa?
O jantar são sempre sopas da Knorr, que aconchegam as duas sandochas que fingiram de almoço… mas o que conta é aparecer, aos olhos do vizinho, como alguém que “não gasta mais porque não lhe apetece…”
Vejam agora o “estrago” que não faria ter o nome na lista de devedores ao Fisco!
Este Paulo Macedo (agora, ex-responsável máximo por esse aspirador que nos leva coiro e cabelo) não é um super-iluminado… apenas ia tomar a bica ao mesmo café a que iam os vizinhos do seu bairro e… percebeu tudo aquilo que EU já tinha percebido.
Por isso, se não se importarem e quiserem mandar um emailzinho ao senhor ministro das Finanças a dar-lhe conta das minhas capacidades… Obrigado!!!!
segunda-feira, 30 de julho de 2007
O País pode esperar...
São oito e quarto da noite – ou devia dizer da tarde? – e acabo de desligar a televisão para não ver, outra vez, o Luís Filipe Vieira a chorar. Agora por causa do livro do Mantorras!
Estive, já perceberam, a ver o Telejornal.
No Canal Público. Ainda assim aquele de que sou freguês.
Um despiste de uma carrinha com teen-agers, por acaso escuteiros que, ainda assim – e ainda bem, sob o ponto de vista das editorias do Telejornal – deu uma perna partida com direito a intervenção cirúrgica, o que justificou três equipas de reportagem no exterior: uma (apoiada por uma infografia animada) no local do acidente; outra no local da concentração nacional dos “escutas” e uma terceira às portas do Hospital de Abrantes; as elevadas temperaturas – como se para qualquer cidadão fosse notícia o facto de hoje ter estado um bafo monumental – e os habituais rodapés (os idosos e as crianças devem evitar a exposição ao sol e ingerir muitos líquidos, de preferência!!!!! Água – não fora a gente optar pelo gin tónico que, ainda é mais fresco); o resultado de uma audiência que não deu mais que umas multas pecuniárias a (alguns de) um bando de energúmenos que tentaram bater num político há quatro anos atrás… e duas entrevistas na praia, com o pessoal a achar que se ‘tá bem, que na Alemanha é uma seca com apenas 25 graus no Verão, e outros, só a servirem de suporte às imagens, a comerem alarvemente uma fatia de melancia.
Pelo meio, e já não vi o desenvolvimento da notícia, o caso de um pendular que hoje terá feito a viagem Lisboa-Porto sem… ar condicionado.
Uma mancha, num dos melhores serviços que por acaso temos.
Mas dizer mal é sempre notícia.
Antes do Telejornal vi mais uma repetição do Preço Certo, com o Fernando Mendes a ser corpo e alma de um concurso repetitivo que só a sua intervenção mantém nos tops.
E, mesmo tratando-se de uma repetição – este programa, por acaso, não tinha visto ainda – foi nele que vi/ouvi a grande declaração do dia. Às clássicas perguntas do último dos “velhos” humoristas, uma senhora, muito perto da casa dos 50 respondeu que “estava na maior empresa do País: os desempregados”.
Viva a Informação que dá férias aos políticos quando muito do mais básico daquilo a que temos direito, enquanto cidadãos, é obrigado a ir a banhos porque os senhores políticos também têm direito a férias.
O País pode esperar…
Estive, já perceberam, a ver o Telejornal.
No Canal Público. Ainda assim aquele de que sou freguês.
Um despiste de uma carrinha com teen-agers, por acaso escuteiros que, ainda assim – e ainda bem, sob o ponto de vista das editorias do Telejornal – deu uma perna partida com direito a intervenção cirúrgica, o que justificou três equipas de reportagem no exterior: uma (apoiada por uma infografia animada) no local do acidente; outra no local da concentração nacional dos “escutas” e uma terceira às portas do Hospital de Abrantes; as elevadas temperaturas – como se para qualquer cidadão fosse notícia o facto de hoje ter estado um bafo monumental – e os habituais rodapés (os idosos e as crianças devem evitar a exposição ao sol e ingerir muitos líquidos, de preferência!!!!! Água – não fora a gente optar pelo gin tónico que, ainda é mais fresco); o resultado de uma audiência que não deu mais que umas multas pecuniárias a (alguns de) um bando de energúmenos que tentaram bater num político há quatro anos atrás… e duas entrevistas na praia, com o pessoal a achar que se ‘tá bem, que na Alemanha é uma seca com apenas 25 graus no Verão, e outros, só a servirem de suporte às imagens, a comerem alarvemente uma fatia de melancia.
Pelo meio, e já não vi o desenvolvimento da notícia, o caso de um pendular que hoje terá feito a viagem Lisboa-Porto sem… ar condicionado.
Uma mancha, num dos melhores serviços que por acaso temos.
Mas dizer mal é sempre notícia.
Antes do Telejornal vi mais uma repetição do Preço Certo, com o Fernando Mendes a ser corpo e alma de um concurso repetitivo que só a sua intervenção mantém nos tops.
E, mesmo tratando-se de uma repetição – este programa, por acaso, não tinha visto ainda – foi nele que vi/ouvi a grande declaração do dia. Às clássicas perguntas do último dos “velhos” humoristas, uma senhora, muito perto da casa dos 50 respondeu que “estava na maior empresa do País: os desempregados”.
Viva a Informação que dá férias aos políticos quando muito do mais básico daquilo a que temos direito, enquanto cidadãos, é obrigado a ir a banhos porque os senhores políticos também têm direito a férias.
O País pode esperar…
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Quando deixarmos de rir das suas palhaçadas, o palhaço deixa te existir
Até eu, sobre quem, mesmo os amigos incondicionais não se atrevem a garantir que seja assim tão inteligente, já há muito conheço o truque.
Primeiro, a gente faz-se de meio maluco; acham graça.
Depois, fazemo-nos passar por um pouco mais malucos ainda; continuam a achar graça.
Finalmente, e apesar de darmos mostras de que não regulamos, de facto, mesmo muito bem… toda a gente fica sem saber como reagir.
O pior é que a grande maioria – porque, sejamos francos, também não ficam a dever muito à inteligência – não chega mesmo a perceber que deixou de ter piada. Que a coisa ficou séria.
Falo desse pesadelo que o fantasma de Salazar criou de propósito para atormentar todos os portugueses de boa vontade, só para provar que não temos [genericamente, que eu nestas coisas não me misturo…] TOMATES!
Não somos capazes de reduzir o senhor Alberto João Jardim à sua real dimensão.
Começou por parecer um cacique à moda antiga… não acreditámos;
passou a SER UM CACIQUE à (pior) moda antiga… e fingimos que não acreditávamos;
agora revela-se: é a caricaturazinha de um ditadorzinho de uma republicazinha povoada por… grandes BANANAS! Nós todos, que o alimentamos com os nossos descontos.
Na Madeira não há Lei do Aborto para ninguém! Decidiu o AJJ…
Sabem mesmo o que é que eu penso?
Que se não for MESMO retroactivo… (sabem até quando, não sabem?) que se lixe!...
Corte-se a amarra que liga a ilha do AJJ aos nossos bolsos.
Tenho pena das mulheres da Madeira, mas também tenho a certeza que se as fossemos ouvir diriam que o AJJ é que tem razão…
Há dinheiro para suportar três equipas profissionais de futebol… mas não há para garantir, às mulheres que o queiram, um direito ganho num referendo nacional?
Eu proponho um outro referendo...
Vamos perguntar a quem, de facto, paga as MANIAS do senhor AJJ – que somos todos nós – se queremos continuar a sustentar as suas palhaçadas.
Primeiro, a gente faz-se de meio maluco; acham graça.
Depois, fazemo-nos passar por um pouco mais malucos ainda; continuam a achar graça.
Finalmente, e apesar de darmos mostras de que não regulamos, de facto, mesmo muito bem… toda a gente fica sem saber como reagir.
O pior é que a grande maioria – porque, sejamos francos, também não ficam a dever muito à inteligência – não chega mesmo a perceber que deixou de ter piada. Que a coisa ficou séria.
Falo desse pesadelo que o fantasma de Salazar criou de propósito para atormentar todos os portugueses de boa vontade, só para provar que não temos [genericamente, que eu nestas coisas não me misturo…] TOMATES!
Não somos capazes de reduzir o senhor Alberto João Jardim à sua real dimensão.
Começou por parecer um cacique à moda antiga… não acreditámos;
passou a SER UM CACIQUE à (pior) moda antiga… e fingimos que não acreditávamos;
agora revela-se: é a caricaturazinha de um ditadorzinho de uma republicazinha povoada por… grandes BANANAS! Nós todos, que o alimentamos com os nossos descontos.
Na Madeira não há Lei do Aborto para ninguém! Decidiu o AJJ…
Sabem mesmo o que é que eu penso?
Que se não for MESMO retroactivo… (sabem até quando, não sabem?) que se lixe!...
Corte-se a amarra que liga a ilha do AJJ aos nossos bolsos.
Tenho pena das mulheres da Madeira, mas também tenho a certeza que se as fossemos ouvir diriam que o AJJ é que tem razão…
Há dinheiro para suportar três equipas profissionais de futebol… mas não há para garantir, às mulheres que o queiram, um direito ganho num referendo nacional?
Eu proponho um outro referendo...
Vamos perguntar a quem, de facto, paga as MANIAS do senhor AJJ – que somos todos nós – se queremos continuar a sustentar as suas palhaçadas.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Liberdade de Imprensa Ameaçada
Há já uns dias que venho a adiar a MINHA opinião sobre o novo “Estatuto do Jornalista” mas, por um motivo ou outro, vai-se a oportunidade, escoa-se a vontade… perde-se o comboio.
Mas estou agora, e aqui, para me manifestar.
Não concordo.
E o facto de não concordar não tem nada de corporativo.
O Diploma apresentado por este Governo, Socialista (?) na designação, faz-nos recuar cinco dezenas de décadas. Só a maioria conseguida no elenco do parlamento levou à sua aprovação. E, embora a política não seja, de facto uma das áreas onde me mova com algum à-vontade, exemplos destes levam-me à conclusão que, neste sistema chamado de “democrático” as maiorias parlamentares são perniciosas.
Logo, e como embora seja possível trazer de Cabeceiras de Basto autocarros cheios de velhotes para fazerem a festa de uma vitória descolorida para a… Câmara Municipal de Lisboa – quem haveria de dizer, não é doutor António de Oliveira Salazar? – isso não tem mais peso do que aquilo que lhe daremos, sou levado a constatar que… maiorias parlamentares NUNCA MAIS. Nem que tenha que votar no fascista PNR!
A figura do Jornalista – mesmo sabendo que a “caixa alta” já não faz sentido, porque cada vez há mais jornaleiros que jornalistas – não pode ser condicionada. Não há liberdade que sobreviva a uma Comunicação Social manietada, condicionada... – já basta as pressões dentro das próprias redacções – açaimada.
Nunca, e não há um único exemplo na História, nenhum Jornalista teve como motivação o mergulhar numa investigação que não fosse além do querer dar ao seu Jornal o exclusivo de uma estória. Mais nada.
Se um Jornalista consegue chegar, com as ajudas – normais e naturais, das fontes que fidelizou – a um indivíduo que é procurado pela polícia, jamais poderia ser dado a um juíz o poder de o obrigar a revelar as fontes. Quando muito… julgassem-se as instituições policiais por serem menos “penetrantes” que os próprios jornalistas. Mas pronto... isso já estava no Esatuto do Jornalista. Só em tribunal e perante um Juíz - e não seria em todas as situações - um Jornalista poderia evelar a forma como chegara à notícia.
Com as recents mudanças, e sem podermos garantir às nossas fontes a segurança de que jamais as revelaremos, seja em que circunstância fôr… vamos perder fontes.
Sem essas fontes vão acontecer casos que escaparão ao Jornalista e a pergunta que fica no ar é só esta: a quem interessa isso?
A resposta é claríssima: a quem teve o cuidado de cercear a liberdade aos jornalistas.
Neste caso concreto, ao Governo do senhor engenheiro – que não é engenheiro – José Sócrates. Que é do Partido Socialista. Vejam lá se não fosse…
Mas ainda há gente pensante neste país. A última esperança que nos resta é que estes consigam sobrepor-se aos vermes rastejantes que parecem aqueles cachorros que há 30 anos toda a gente tinha atrás dos bancos traseiros dos automóveis e que abanavam “que sim, que sim” ao longo de toda a viagem.
Mas estou agora, e aqui, para me manifestar.
Não concordo.
E o facto de não concordar não tem nada de corporativo.
O Diploma apresentado por este Governo, Socialista (?) na designação, faz-nos recuar cinco dezenas de décadas. Só a maioria conseguida no elenco do parlamento levou à sua aprovação. E, embora a política não seja, de facto uma das áreas onde me mova com algum à-vontade, exemplos destes levam-me à conclusão que, neste sistema chamado de “democrático” as maiorias parlamentares são perniciosas.
Logo, e como embora seja possível trazer de Cabeceiras de Basto autocarros cheios de velhotes para fazerem a festa de uma vitória descolorida para a… Câmara Municipal de Lisboa – quem haveria de dizer, não é doutor António de Oliveira Salazar? – isso não tem mais peso do que aquilo que lhe daremos, sou levado a constatar que… maiorias parlamentares NUNCA MAIS. Nem que tenha que votar no fascista PNR!
A figura do Jornalista – mesmo sabendo que a “caixa alta” já não faz sentido, porque cada vez há mais jornaleiros que jornalistas – não pode ser condicionada. Não há liberdade que sobreviva a uma Comunicação Social manietada, condicionada... – já basta as pressões dentro das próprias redacções – açaimada.
Nunca, e não há um único exemplo na História, nenhum Jornalista teve como motivação o mergulhar numa investigação que não fosse além do querer dar ao seu Jornal o exclusivo de uma estória. Mais nada.
Se um Jornalista consegue chegar, com as ajudas – normais e naturais, das fontes que fidelizou – a um indivíduo que é procurado pela polícia, jamais poderia ser dado a um juíz o poder de o obrigar a revelar as fontes. Quando muito… julgassem-se as instituições policiais por serem menos “penetrantes” que os próprios jornalistas. Mas pronto... isso já estava no Esatuto do Jornalista. Só em tribunal e perante um Juíz - e não seria em todas as situações - um Jornalista poderia evelar a forma como chegara à notícia.
Com as recents mudanças, e sem podermos garantir às nossas fontes a segurança de que jamais as revelaremos, seja em que circunstância fôr… vamos perder fontes.
Sem essas fontes vão acontecer casos que escaparão ao Jornalista e a pergunta que fica no ar é só esta: a quem interessa isso?
A resposta é claríssima: a quem teve o cuidado de cercear a liberdade aos jornalistas.
Neste caso concreto, ao Governo do senhor engenheiro – que não é engenheiro – José Sócrates. Que é do Partido Socialista. Vejam lá se não fosse…
Mas ainda há gente pensante neste país. A última esperança que nos resta é que estes consigam sobrepor-se aos vermes rastejantes que parecem aqueles cachorros que há 30 anos toda a gente tinha atrás dos bancos traseiros dos automóveis e que abanavam “que sim, que sim” ao longo de toda a viagem.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Qual é o preço da... consciência?
Leio, e oiço, dia após dia, que na maioria dos Hospitais Públicos (HP) nacionais ronda os 100% o número de médicos que se declararam Objectores de Consciência no que respeita à efectivação da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), isto quando a Lei determina que, não havendo nos HP médicos para consumarem aquela prática, estes remeterão as mulheres, se necessário for, para Clínicas Privadas (CP), sendo que o Estado continuará a suportar as despesas.
Entretanto, há já alguns meses que o número de CP criadas exclusivamente para esse efeito tem vindo a aumentar.
A pergunta que fica implícita é clara: com que médicos é que essas CP levarão a cabo as operações da IVG? Serão espanhóis? Médicos vindos do Leste da Europa?
Tomando como certos os muitos rumores de que existem médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, revelando-se “incapazes” de resolver certos problemas no âmbito daquele serviço, encaminham os doentes para CP onde… eles próprios desempenham actividade, e perante a força dos números, acharia de todo pertinente que, em cada HP fossem afixados os nomes dos médicos objectores de consciência.
E que depois se comparassem esses mesmos nomes com os dos médicos que, em CP, realizam essas operações. Estou em crer que iríamos ter algumas (muitas) surpresas…
Pese embora, seja em que caso for, os custos da consumação prática da IVG acabe por sair dos bolsos dos cidadãos pagantes de Impostos, o que poderia tornar irrelevante o saber-se quem, de facto a realiza, serviria, contudo, para sabermos quantas consciências… mudam, desde que para isso sejam melhor pagas.
Entretanto, há já alguns meses que o número de CP criadas exclusivamente para esse efeito tem vindo a aumentar.
A pergunta que fica implícita é clara: com que médicos é que essas CP levarão a cabo as operações da IVG? Serão espanhóis? Médicos vindos do Leste da Europa?
Tomando como certos os muitos rumores de que existem médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, revelando-se “incapazes” de resolver certos problemas no âmbito daquele serviço, encaminham os doentes para CP onde… eles próprios desempenham actividade, e perante a força dos números, acharia de todo pertinente que, em cada HP fossem afixados os nomes dos médicos objectores de consciência.
E que depois se comparassem esses mesmos nomes com os dos médicos que, em CP, realizam essas operações. Estou em crer que iríamos ter algumas (muitas) surpresas…
Pese embora, seja em que caso for, os custos da consumação prática da IVG acabe por sair dos bolsos dos cidadãos pagantes de Impostos, o que poderia tornar irrelevante o saber-se quem, de facto a realiza, serviria, contudo, para sabermos quantas consciências… mudam, desde que para isso sejam melhor pagas.
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