sexta-feira, 29 de junho de 2007

Mas não é!!!

Ah, mas embora o caso tenha acabado por ser abafado, que o facto de haver certificados de habilitações datados a um domingo e tudo o resto que se sabe, de uma coisa não devemos esquecer-nos:

o homem é PM mas NÃO É engenheiro.

Ela anda aí!...

Primeiro foi um professor, destacado na DREN.
Porque fez uma piada com o currículo do PM.

Depois foi um blogger.
Porque publicou textos que se referiam ao currículo do PM.

Agora foi a directora de um Centro de Saúde, no Alto Minho.
Porque apareceu um cartaz a brincar com um dos ministros do PM.

Pelo meio tempo, o governo liderado por este PM tratou de trabalhar uma Lei que limita o máximo que pode, o estatuto do Jornalista.

Pode ser confusão minha, mas só comecei a reparar nisto depois de outro PM (que era PCM) ter sido eleito como o maior português de todos os tempos.

Será que este PM ficou rendido à biografia do outro, apresentada na televisão, e aos métodos que o eternizaram no Poder durante 48 anos?

Eu já não tinha muitas dúvidas, mas cada vez estou mais certo.
E não deixará de ser irónico que a CENSURA tenha sido reimplantada por um governo do partido socialista!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Brilhantemente... simples

Não sei se viram esta noite a "Grande Entrevista", na RTP1.
Acho que nunca tinha assistido a uma performance tão intocável como a do ministro Luís Amado. Esmagou completamente a Judite de Sousa.

As habituais perguntas armadilhadas, que se costumam fazer aos políticos/comentadores e/ou candidatos a isso que, na resposta, dão sempre uma no cravo e outra na ferradura... chegaram a raiar o ridículo, ante a postura serena, impenetrável e segura de Luís Amado. Nem submisso, nem arrogante.

O engraçado é que foram mais do que muitas, as vezes em que a jornalista/estrela de televisão tropeçou e, mais do que isso, caiu estrondosamente em praticamente todas e cada uma das "rasteiras" que tentou por no caminho do entrevistado.

Judite de Sousa não apareceu mal preparada. Mostrou-se, mais do que tudo, mal... habituada.
E foi notório o seu nervosismo.

Este Luís Amado está bem cotado nas apreciações do público - nas chatérrimas sondagens semanais que os jornais fazem -, eu não tinha ainda reparado nele mas confesso: se os políticos fossem todos como ele, talvez, talvez... eu voltasse a acreditar na política.

E gostei, sobretudo, numa situação em Judite de Sousa - que já perdera totalmente o controlo da entrevista - tentou "encurralar" Luís Amado com a insistência no "mas você, como Ministro dos Negócios Estrangeiros não fala com o Presidente da República?", este, mantendo o low-profile que sempre demonstrou, respondeu: "O senhor Presidente da República não tem que falar comigo. A falar, fala com o Primeiro Ministro."

Ah!... Se fosse outro, se não fosse, como mostrou ser, um gentleman, teria respondido: "Se for esse o caso, o seu Director-geral chama o jornalista para pedir uma opinião, ou passar um raspanete... ou chama o Director de Informação?"

Tenho a certeza que, aí, a Judite de Sousa não teria outra saída que não abandonar o estúdio.
Há dias assim.
E só porque a maioria dos políticos não almeja outra coisa que não ser "simpático" para com o entrevistador, visando, de longe, que o público o veja como... simpático, não quer dizer que não haja ainda gente com coluna vertebral na política.

Eu aqui, e sem problemas de consciência, digo: obrigado senhor Luís Amado.
Lá na sua rua há mais políticos assim?

Estranhas inimputabilidades

Toda a gente viu na televisão o senhor Madureira, vulgo "o macaco", a distribuir fruta - ai! fruta não, que acima do Douro tem um signifcado muito sui-generis -, porrada, pronto! à esquerda e à direita, pulando filas de cadeiras, descendo ao recinto do jogo...
Todos viram mas, pasme-se TODOS viram mal!

Aliás, sabendo-se intocável - e aqui reside outro dos mistérios que envolve esta figura - não se escusou a desmultiplicar-se em entrevistas onde explicou a este bando de ceguetas, que somos nós todos, que não participou em nenhum acto de violência, antes pelo contrário, disse. Estava a tentar por cobro àquilo.

É um ponto de vista. A melhor maneira de acabar com um arraial de porrada é deitar por terra todos os oponentes. Pronto, acaba!

Foi o que Pizzarro fez com os indígenas sul-americanos e os estadunidenses com os ameríndios. Levou algum tempo, mas acabaram com as guerras. Aniquilaram o adversário? Isso é um pormenor que para aqui não é chamado.

Gostava que alguém me explicasse se é serviço público enviar uma equipa de reportagem para cobrir o julgamento de um reconhecido hooligan e chefe de bando que limpa zona de serviço sim, zona de serviço sim, quando se deslocam para apoiar o seu clube, principalmente se o resultado é transformá-lo em "herói". E vimo-los ontem, a ele e ao seu advogado, todo eles sorrisos, mais do que certos do resultado da decisão do Tribunal.

Até onde se estendem as influências desta figura?
Mas o que realmente me preocupa é que a televisão entrou neste "jogo" e o Madureira somou mais uns pontos na consideração e respeito que os deliquentes disfarçados de apoiantes dos clubes já tinham por ele e hoje há muitos mais madureiras, mais confiantes de que são quase imimputáveis. Façam as diatribes que fizerem.
Mas porquê? Pergunto eu.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Pois, pois... a gente entende (que não serves para o lugar)

Ouvi de "raspão" na RTPn. Depois, num estranho exercício de auto-censura, o Telejornal nem tocou no assunto.

O candidato Fernando Negrão, quando queria referir-se à Empresa Pública da Urbanização de Lisboa (EPUL), falou mais do que uma vez na... EPAL. A empresa das Águas. Para candidato a presidente do município lisboeta não está mal.

Ou estava a pensar em... cada apartamento a sua piscina?

A caminho da "escravatura"

Outra notícia so Telejornal. Estatisticamente, cada família portuguesa tem neste momento um encargo, em relação ao Estado, de 40% do seu vencimento mensal.

Pois é... Entramos no emprego às 9 horas de segunda-feira e o dinheiro que ganhamos até sair-mos, às 17 de terça, é para o Estado.

Quanto às empresas, o encargo em prol do desenvolvimento do País é de 25,5%. A partir das 11.30 horas da mesma segunda-feira - e descontando os encargos com o pessoal - o que ganhar é lucro.

Força com a Campanha, mas direccionem-na correctamente

É uma das notícias do dia. Os fumadores custam ao Estado 434 milhões de euros em despesas de saúde.

Ok, não vou enveredar por um discurso propagandista - nunca o faria - pró-tabaco. Aliás, no artigo anterior já deixei uma pista.

A primeira notícia li-a em papel (leia-se, num jornal, que posso abdicar da bica, mas não dos jornais), esta ouvi-a na televisão: cada vez há mais jovens a fumar.

Ok... parece-me fácil a decisão. Aumente-se (ainda mais) o preço do tabaco. A prioridade é mesmo, impedir que os jovens se acostumem. E se um maço de cigarros custar seis, sete... dez euros, a grande maioria não terá dinheiro para o comprar.

Se bem - e isto, mais dia menos dia, servirá de tema, aqui, a um artigo - que, digo-o com muito desagrado, haja teen-agers com "mesadas" superiores ao ordenado mínimo nacional. Os papás bem que podem ganhar, honestamente, tanto dinheiro que podem dar 600 ou 700 euros de mesada aos pimpolhos, mas não deixa de ser humilhante para muitos ( a maioria) dos chefes-de-família que, com menos do que isso têm que accorrer a todas as necessidades do seu agregado familiar. Os filhos destes não têm três euros para comprar tabaco.

Mas, como referi, nem me passa pela cabeça fazer aqui a apologia do tabagismo.
Até porque é proíbido!... :-)

Por isso perdoou ao Governo, ou ao "aparelho" de estado que nos dá, de chofre, números alarmantes de gastos públicos com a saúde, "esmagando" em culpas e remorsos os fumadores, quando não diz que os fumadores contribuem, indirectamente, mas contribuem, com larga fatia para o Orçamento de Estado através do Imposto sobre o Tabaco que nos leva a pagar a dez vezes mais o preço que custa, de facto, cada cigarro.

É, ou foi, uma opção de milhares de cidadãos, esmagadoramente cumpridores, no que respeita ao pagamento dos outros impostos, e não merecem serem tratados quase como criminosos.

Ok, aceito, se integrada numa campanha para desencorajar potenciais novos fumadores, que se esgrimam números desta forma. Mas assim, desenquadrados, soam àquilo que, de facto são: uma vil tentativa para a ostrasização dos que, por escolha própria, queimam um cigarrito de vez em quando.

Eu sei que não posso eternizar este tema. Até me ficava mal... Nem espero que o Governo publique a (anafada) parcela de lucros que tem com os fumadores - não fosse alguém, de repente, cair na tentação de tentar ajudar a "salvar" as miseráveis contas do Estado - mas há mil e uma maneira de encarar a luta anti-tabágica, com algum sucesso.

Pelo que ouvi na televisão... quando o aumento do número de fumadores está perfeitamente identificado - são jovens e, na maioria... raparigas - não me castiguem a mim proibindo-me de fumar num restaurante.